Memórias da Vesúvio: Matéria no Jornal do Comércio de 2015

Sem memórias, sem história. Esse é um pensamento antigo e factual que todos conhecemos. Um povo, uma família, um comércio que não cultiva sua memória se perde no turbilhão do tempo , ainda mais no ritmo frenético das informações que se sucedem atualmente.

Em 2015 o Jornal do Comércio de Pernambuco publicou uma pequena matéria que fez uma ótima referência à nossa Pizzaria. Havíamos acabado de abrir, fomos visitados por um repórter, (Bruno Albertim assina a matéria, mas naquele momento visitou-nos incógnito) e ficamos muito felizes ao ver que o trabalho iniciado tão recentemente já era reconhecido. Compartilhamos com vocês abaixo:

“Italianos verdadeiros na Zona Sul

Il Pastifício e Pizzeria Vesúvio honram as tradições culinárias da Itália

Bruno Albertim

Água, farinha de trigo e, eventualmente, ovos. É muito, muito elementar e realmente intrigante: como uma equação tão básica pode sustentar toda a cultura italiana de mesa há pelo menos cinco séculos desde que as massas secas saíram da Sicília até se encontrarem com as frescas mais tradicionais no norte do País e, pouco a pouco, invadirem o Ocidente? De simples, a equação só tem a aparência.

Há um momento de absoluta perícia e sensualidade tátil na feitura de uma massa. Quando o perfume do glúten solto pelo movimento das mãos deixa a textura incrivelmente brilhante, flexível e pronta para ganhar formas e tradições. Confirmando a onda de restaurantes italianos comandados por italianos na cidade, dois novos endereços da Zona Sul honram a excelência da equação.

Nas imediações da Pracinha de Boa Viagem, o casal Giovanna e Paolo Cacitti; ela de Roma, ele, da Sicília; exaltam a comida da nonna. Depois de mais de uma década trabalhando 36 horas por dia, arrendaram a pousada que mantinham em Porto de Galinhas e abriram o IL Patificio. A casa foi pensada como uma loja para se levar massas frescas e antepastos pra casa, mas logo a clientela exigiu mesas para se servir ali. Bem íntegro e acetinado, o espaguete é um primor, leve, feito com farinha de grano duro. “Ingrediente é fundamental”, lembra ele.

O ragu é lindamente cozido por quatro horas. Com recheios pronunciados (fungui italiano, ricota e espinafre ou uma mistura de abóbora e biscoito amareto típica de Cremona), os raviólis são poeticamente artesanais. Cada prato custa em média R$ 34,90***. Há também carnes, e nenhum risoto, no cardápio. A loja/restaurante conta com ricota e muçarela fresquíssimos, e até farinha pra se fazer pasta em casa. Entre os antepastos, o vitelo tonato é raro por aqui e surpreende: com maionese artesanal e alcaparra no tempero, a carne tenra tem sabor que em tudo remete a atum (tono, em italiano).

É de Giovana, a responsabilidade nos doces: além do mascarpone verdadeiro no tiramisu, há uma torta de pêras ao vinho com recheio de bavaroise, quase etéreo, que beira o sublime – mesmo para quem, como este crítico, não tem hábito de doces. A mesa, definitivamente, é a vocação deste casal.

Ali perto, em Setúbal, o napolitano Massimiliano Serino mantém há pouco mais de um ano a Pizzeria Vesúvio. Numa rua pacata, móveis e ambientes franciscanos, de tão simples, seria apenas uma típica pizzaria de bairro onde os vizinhos vão de chinelão no pé. Mas basta ver o rapaz abrir com destreza napolitana uma pizza no balcão diante do forno para parceber que temos ali um perfeito extrato de Napoli. “Na Itália, o molho e a masssa são o mais importante. Aqui, temos que colocar mais recheio”, diz ele, que deixa a massa fermentar, classicamente, por até dez horas e mantém o ar nas bordas. Artesanal, o tagliatelle, como fungui, sugo ou a matriciana, é também de enternecer. Os preços das pizzas, grandes, variam entre entre entre R$ 21 e R$ 38 ***.

*** Nota: esses eram os preços na época, em 2015.

Graças a Deus estamos aqui, em 2018, para compartilhar com vocês esses momentos. O “Il Pastifício” também está lá, com muita qualidade e sabor. Quem quiser conhecê-lo basta visitar www.ilpastificio.com.br.

E nós estamos aqui, “servindo bem para servir sempre”, como diziam os saquinhos de papel das antigas padarias.

Se quiser conhecer a notícia original, basta clicar aqui.

 

Pizza Boa Viagem

Pizza em Boa Viagem, Recife, Zona Sul, com sotaque forte e tipicamente Italiano é sinônimo da Pizzaria Vesúvio.

Nossos amigos e clientes sabem que a receita de nossa pizza nasceu em Napoli, com os anos de experiência do Mestre Pizzaioli Massimo e todos sabem que em Boa Viagem  nossas Pizzas com massas, texturas e sabores inigualáveis são de degustação imperdível para  quem visita o Recife, seja para quem mora.
A Pizzaria Vesúvio serve Pizzas Italianas em nosso salão ou entrega em Boa Viagem  e arredores.
Abaixo, destacamos alguns momentos mágicos de nossa Fornearia que fazem toda a diferença para a qualidade máxima de nossa pizza: desde as bolas de massa, sovadas metodicamente, passando pela abertura e expansão, chegando ao Vesúvio, nosso forno que trabalha em altíssimas temperaturas para assar a pizza no ponto ideal.  Quando quiser nos visitar, venha até a Rua  Almirante Tamandaré, 259, Boa Viagem, Recife. Se preferir pedir um “delivery”, basta conferir o cardápio no menu à esquerda, aqui mesmo no site  e depois fazer seu pedido pelos vários telefones à sua disposição: (81) 3097-6060 (fixo),  celulares TIM (81) 9 9832-5292; VIVO (81) 9 8198-7126; Claro (81) 9 9386-8316 e OI (81) 9 8369-9608. Nosso e-mail é o atendimento@pizzavesuvio.com.br

Obrigado por sua visita!

Forno à Lenha faz diferença?

Segundo matéria da Revista Superinteressante de 31/10/2016, faz toda a diferença, pois cada madeira deixa seu toque aromático na massa. Além disso, a temperatura em um forno à lenha atinge os 500° C, contra 300ºC de um forno convencional.

Veja a seguir a matéria completa, pequena, mas bastante interessante:

“No forno a lenha, a madeira em combustão exala vapores aromáticos que se impregnam na pizza – em outras palavras, a pizza fica levemente defumada. Em comparação com os fornos caseiros a gás, a lenha tem uma vantagem adicional: a temperatura. “Enquanto o forno da sua casa fica em torno dos 300 graus, com a lenha obtemos uma temperatura constante de 550 graus”, diz o pizzaiolo Hamilton Mellão Jr., da pizzaria I Vitelloni, em São Paulo. Assada mais rapidamente, a massa fica crocante por fora e macia por dentro. No entanto, é possível reproduzir ou até superar essa temperatura em equipamentos profissionais que não usam madeira. “Há fornos elétricos ou a gás que atingem temperaturas de até mil graus. O que importa é o que sai na fumaça. Diferentes tipos de lenha fazem pizzas com gostos diferentes”, afirma o físico Leandro Tessler, da Universidade Estadual de Campinas.

“No Brasil, o que mais se usa é eucalipto de reflorestamento, enquanto na Itália o normal é aproveitar galhos de carvalho que caem das árvores. O gosto certamente muda”, diz Mellão Jr. Qual delas seria a melhor? Para Mellão, a italiana. “O carvalho é usado em barris para envelhecer uísque e conhaque. Precisa dizer mais?”

Fonte: Revista Superinteressante, em 30 set 2003, 22h00.